segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Encontro com o escritor Geraldo Carneiro
Encontro com o escritor GERALDO CARNEIRO
na Biblioteca Popular Municipal Carlos Drummond de Andrade/Max Feffer
End: Rua Sá Ferreira, 80 – Copacabana – Tel: 2227-0783/2267-5561
Participou ativamente da geração de poetas da chamada “poesia marginal” (da qual sempre se considerou marginal), tendo estreado em livro quando ainda estudante de Letras na PUC-RJ, em 1974, ao lado dos poetas Cacaso, Francisco Alvim, João Carlos Pádua e Roberto Schwarz, pela coleção Frenesi, à qual o poeta deu nome, inspirado num filme de Hitchcock. Publicou posteriormente os livros Verão Vagabundo (80), Piquenique em Xanadu (1988, Prêmio Lei Sarney de Melhor Livro de Poesia do Ano, conferido por um júri presidido pelo crítico Antonio Candido de Mello e Souza), Pandemônio (93), Folias Metafísicas (95), Por Mares Nunca Dantes (2000), Lira dos Cinquent’anos (2002) e Balada do Impostor (2006).
Publicou os livros de prosa Vinicius de Moraes: a Fala da Paixão (Ed. Brasiliense, 1984) e Leblon: a Crônica dos Anos Loucos (RioArte-Relume-Dumará. 1966).
Traduziu sonetos de William Shakespeare, na coletânea Sonhos da Insônia (1977), publicada em parceria com Carlito Azevedo
É parceiro de Egberto Gismonti, Astor Piazzolla, Francis Hime, Wagner Tiso, John Neschling, Nando Carneiro e outros compositores, cujas músicas foram gravadas por diversos intérpretes, entre os quais, além dos acima mencionados, Ney Matogrosso, Lenine, Michel Legrand, Olívia Byington, Zé Renato, Olívia Hime, Cauby Peixoto, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Gal Costa, As Frenéticas, Jane Duboc e Zezé Motta
Para o teatro escreveu Lola Moreno, parceria com Bráulio Pedroso (encenada em 1979 e 1982), Folias do Coração e Apenas Bons Amigos, parceria com Miguel Falabella, ambas encenadas em 1983; Divina Increnca e A Bandeira dos Cinco Mil Réis, ambas encenadas em 1986; Manu Çaruê (ópera performática com música de Wagner Tiso, encenada em 1992), Iluminada, 1992.
Traduziu A Tempestade, de W. Shakespeare (encenada em 1982 e 1983 e publicada em 1991); adaptou Como Gostais, do mesmo autor (encenada em 1985 e publicada em 1986), além de Lúcia McCartney, de Rubem Fonseca 1987), Lulu, de Frank Wedekind (1989) e As 1001 Noites (1991). Do mesmo Shakespeare, traduziu ainda Antonio e Cleópatra (encenada em 2005) e Trabalhos de Amor Perdidos.
Como roteirista, escreveu Sônia: Morta & Viva, de Sérgio Waissman (Tucano de Ouro do FestRio II), Eternamente Pagu (em parceria com Márcia de Almeida), O Judeu (em parceria com Millor Fernandes). Para a TV, adaptou diversas obras literárias para a série Brasil Especial (entre as quais O Santo que não acreditava em Deus, depois refilmada por Cacá Diegues como Deus é Brasileiro, A Desinibida do Grajaú, Lúcia McCartney e O Compadre de Ogum ), escreveu as minisséries Tudo em Cima, exibida em 1985, e O Sorriso do Lagarto (adaptação do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro), exibida em 1991, participou da criação do programa Tamanho Família e da série Você Decide, da qual foi supervisor de texto. Escreve a série para TV Faça sua História em parceria com João Ubaldo Ribeiro.
Conto com a presença de voces, e se possivel com a divulgação do evento,
Beijos,
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Dica de prgrama para assistir no feriado na TV Brasil
SEGUNDA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO
De L� pra C� - 22h
Anita Garibaldi
O programa desta semana traz a hist�ria de Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita Garibaldi. Anita deixou seu marido, um sapateiro, para participar da Revolu��o Farroupilha onde conheceu Giuseppe Garibaldi. Foram dez anos de aventuras ao seu lado: batalhas, fugas, cavalgadas e tiroteios por terra, mares e rios. Tudo isso entre dois continentes, tr�s pa�ses e muitas cidades. O marido, Giuseppe Garibaldi, foi um guerreiro em tempo integral e dono de um car�ter rom�ntico. Anita morreu aos 28 anos, em Mandriole, na It�lia.
Para comentar sobre a vida desta personagem, considerada uma das maiores hero�nas brasileiras, o De L� pra C� vai entrevistar Paulo Markun, presidente da TV Cultura, que escreveu um livro sobre a vida de Anita. Outros convidados s�o a historiadora Schuma Schumacher , Jos� Cust�dio, autor de uma hist�ria em quadrinhos sobre Anita Garibaldi; e Ant�nio Carlos Marega, historiador da cidade de Laguna (SC), terra natal de Anita.
Apresenta��o Ancelmo Gois e Vera Barroso.
Produ��o executiva Tathiana Targine.
Roteiro Marcio Parente.
Dire��o Carolina S�.
Dire��o geral Jos� Araripe Jr.
Domingo, 18h.
Livre
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Gifs animadas
Gifs Animados
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Como aprender a usar vários programas

sexta-feira, 18 de setembro de 2009
E mais... Olavo Bilac
Este que um Deus cruel arremessou � vida
Marcando com um sinal da sua maldi��o
Este que desabrochou com uma erva m�
Nascida apenas para os p�s ser calcada no ch�o.
De motejo em motejo arrasta a alma ferida
Sem const�ncia no amor dentro do cora��o,
Sente, crespa crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solid�o.
Longos dias sem sol. Noites de eterno luto.
Alma cega, perdida �-toa no caminho,
Roto casco de nau desprezado no mar
E �rvore acabar� sem nunca dar um fruto.
E homem h� de morrer como viveu:
Sozinho, sem ar, sem luz, sem Deus
Sem f�, sem p�o, sem lar.
A Boneca (Olavo Bilac)
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda h� pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "� minha!"
- "� minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. J� tinha
Toda a roupa estra�alhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando � bola e � peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...
Um Beijo (Olavo Bilac)
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Gl�ria e tormento,
contigo � luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo n�o te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu pr�mio e meu castigo,
batismo e extrema-un��o, naquele instante
por que, feliz, eu n�o morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perp�tua saudade de um minuto...
Inania Verba (Olavo Bilac)
Ah! quem h� de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca n�o diz, o que a m�o n�o escreve?
- Ardes, sangras, pregada � tua cruz e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O Pensamento ferve, e � um turbilh�o de lava:
A Forma, fria e espessa, � um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada, abafa a Id�ia leve,
Que, perfume e clar�o, refulgia e voava.
Quem o molde achar� para a express�o de tudo?
Ai! quem h� de dizer as �nsias infinitas
Do sonho? e o c�u que foge � m�o que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de f� que nunca foram ditas?
E as confiss�es de amor que morrem na garganta?
Mais de Olavo Bilac
Deixa que o olhar do mundo enfim devasse
Teu grande amor que � teu maior segredo!
Que terias perdido, se, mais cedo,
Todo o afeto que sentes se mostrasse?
Basta de enganos!
Mostra-me sem medo
Aos homens, afrontando-os face a face:
Quero que os homens todos, quando eu passe,
Invejosos, apontem-me com o dedo.
Olha: n�o posso mais!
Ando t�o cheio
Deste amor, que minh'alma se consome
De te exaltar aos olhos do universo...
Ou�o em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso.
Em Mim Tamb�m (Olavo Bilac)
Em mim tamb�m, que descuidado vistes,
Encantado e aumentando o pr�prio encanto,
Tereis notado que outras cousas canto
Muito diversas das que outrora ouvistes.
Mas amastes, sem d�vida ... Portanto,
Meditai nas tristezas que sentistes:
Que eu, por mim, n�o conhe�o cousas tristes,
Que mais aflijam, que torturem tanto.
Quem ama inventa as penas em que vive;
E, em lugar de acalmar as penas, antes
Busca novo pesar com que as avive.
Pois sabei que � por isso que assim ando:
que � dos loucos somente e dos amantes
na maior alegria andar chorando
Primavera (Olavo Bilac)
Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Sa�amos com os passaros e a aurora,
e, no ch�o, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo bra�o!
Remorso (Olavo Bilac)
�s vezes, uma dor me desespera...
Nestas �nsias e d�vidas em que ando.
Cismo e pade�o, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explos�o sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste come�o de velhice,
M�rtir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que n�o tive por tolice,
Por timidez o que sofrer n�o pude,
E por pudor os versos que n�o disse!
Ao Cora��o Que Sofre (Olavo Bilac)
Ao cora��o que sofre, separado
Do teu, no ex�lio em que a chorar me vejo,
N�o basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
N�o me basta saber que sou amado,
Nem s� desejo o teu amor: desejo
Ter nos bra�os teu corpo delicado,
Ter na boca a do�ura de teu beijo.
E as justas ambi��es que me consomem
N�o me envergonham: pois maior baixeza
N�o h� que a terra pelo c�u trocar;
E mais eleva o cora��o de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Velhas �rvores (Olavo Bilac)
Olha estas velhas �rvores, mais belas
Do que as �rvores mo�as, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto, � sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
N�o choremos, amigo, a mocidade!
Envelhe�amos rindo. Envelhe�amos
Como as �rvores fortes envelhecem,
Na gl�ria de alegria e da bondade,
Agasalhando os p�ssaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Ouvir Estrelas (Olavo Bilac)
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, p�lido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-l�ctea, como um p�lio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo c�u deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando est�o contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entend�-las!
Pois s� quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."